Joystick, o amigo inseparável dos gamers

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011



   Pois é, já estava mais do que na hora de escrever um artigo sobre os nossos companheiros inseparáveis, e algumas vezes até mesmo alvos de nossa ira, devido a aquele chefe maldito da última fase, os Joysticks, popularmente conhecidos como “Controles” ou “Controladores”.
   Escrever um artigo como esse não é uma tarefa fácil, já que existe uma infinidade de modelos de Joysticks, e é basicamente impossível conseguir reunir todos eles, porém, podem ficar despreocupados leitores, já que consegui reunir informações de uma porção deles, e garanto que os mais conhecidos estarão presentes no artigo.

    Nada melhor para começar, do que o começo, certo ?

   Lembro-me, quase que claramente, quando eu tinha de 6 para 7 anos, e ganhei meu primeiro Vídeo Game, nada mais nada menos que o majestoso Atari 2600 (que possuo até hoje), e juntamente com aquele console enorme, rolos de fios e alguns cartuchos, também estava presente aquela estranha peça. Sim, me refiro ao Joystick do Atari, que até hoje é reconhecido como um símbolo clássico dos vídeo games, porém, na prática era um tanto quanto incômodo usá-lo.

Joystick do Atari 2600

   Com uma base quadrada, contando com um botão vermelho e uma barra cilíndrica, estava construído, em 1977, o primeiro controle conhecido no mundo dos games. Mas mesmo apesar de seu formato, que nos dias de hoje não é nada convencional, o maior ponto fraco do Joystick Atariano era sua durabilidade, já que a Stick central “enguiçava” com freqüência. Com o tempo, foi desenvolvido um novo Joystick para o Atari, que seguia a mesma linha do primeiro, porém a Stick central era maior e com certeza era mais bem moldada, possuindo o encaixe para os dedos (coisa que esse “cilindro” não possuía), além do que também possuía o famoso botão vermelho no topo da Stick, apesar de inovador, era desnecessário, já que tanto o botão do Stick como o da base serviam para a mesma coisa nos jogos. Infelizmente o problema da durabilidade continuava, eu me lembro de que, quando aposentei meu Atari, possuía cerca de oito Joysticks, e apenas um funcionando perfeitamente (por assim dizer).

 Modelo "aprimorado" do Joystick do Atari

   Com o passar de longos oito anos, eis que surge, em 1985, o revolucionário NES (conhecido popularmente como Nintendinho), dando início a geração de vídeo games de 8 bits. Além da clara inovação, tanto gráfica como sonora, o console acompanhava um controlador até então desconhecido, e que claramente serviu de modelo para grande parte dos controladores que surgiram depois.

Joystick do NES

   Nada mais era do que uma barra retangular, com um direcional em forma de cruz, dois botões centrais, e dois botões de ação. O Joystick era pequeno, e se encaixa na mão de qualquer pessoa com facilidade. Mesmo não sendo anatomicamente perfeito (parecia um tijolo em miniatura), com certeza esse foi um grande avanço na tecnologia dos controladores, e com certeza merece o devido reconhecimento.
   Mas eis que a concorrência não queria ficar para trás, e um ano depois (1986), a Sega também lança seu concorrente no mundo dos 8 bits, o também clássico, Master System, que vinha com o jogo “Alex Kid” na memória. O console era levemente mais barato do que o NES, porém a tecnologia usada também acompanhava o preço, sendo inferior à do console da Nintendo.


Joystick do Master System

   O grande diferencial eram os direcionais, que ao invés do formato cruz, patenteado pela NES, era uma espécie de circulo, onde o jogador podia movimentar em 360º, porém, o índice de direcionais quebrados era também muito grande, devido à baixa qualidade do material.
   Três anos se passaram (1989), e eis que a Sega nos surpreende novamente, com seu mais novo 16 Bits, o Mega Drive, do imortal Sonic. Já o controlador infelizmente não acompanhou essa evolução. Apesar de ser anatomicamente melhor do que seu antecessor ainda deixava a desejar.

Joystick do Master System


   Seu direcional ainda era circular, porém adaptaram a famosa “cruz” para auxiliar o jogador. Apesar de a jogabilidade ser relativamente mais fácil com esse direcional, o problema persistia, e o índice de direcionais quebrados ainda era alto. Além do que, o controle do Mega Drive tinha três botões, o que era inovador, mas também desnecessário, já que durante os jogos, os botões “A” e “C” serviam para a mesma coisa (existiam alguns títulos em que até mesmo os três botões só serviam para a mesma coisa, como era o caso do Sonic). Não sendo o bastante, o controlador era singelamente grande, o que o tornava desconfortável, e o material usado para a fabricação do mesmo com certeza não passaria hoje no teste de qualidade ISO 9001, já que era péssimo.
   Dois anos depois, chegamos em 1991, quando foi lançado um dos consoles mais vendidos do mundo, e que até hoje é venerado tanto pelo público mais “old”, assim como pelos mais jovens. Sim, estou falando do nosso queridinho 16 Bits, o Super Nintendo, que em menos de três meses já batia recorde de vendas pelo mundo.

Joystick do Super Nintendo

   Já no quesito Joystick, a Nintendo mais uma vez inovou, além de adicionar mais dois botões de ação (que diferentemente do Mega Drive, possuíam funções distintas), ainda adaptou também o L e o R (popularmente conhecido com “as defesas”), o que, com certeza revolucionou o mundo dos games e serviu de modelo para Joysticks desenvolvidos posteriormente. Além de ser anatomicamente confortável, leve e preciso, tinha uma durabilidade muito maior do que o controlador do Mega Drive. Certamente um marco na história dos Joysticks.
   Longos quatro anos depois (1995), eis que a Sega das às caras novamente, com seu mais novo console, o Sega Saturn, que foi o primeiro console a usar mídias CDs ao invés de cartuchos. Mas apesar da pequena melhoria, o controlador ainda tinha seus contras.

Joystick do Sega Saturn

   Como podem ver, é uma versão melhorada do Joystick do Mega Drive, contendo agora seis botões de ação e um formato mais confortável, porém o maldito direcional 360º ainda estava presente no aparelho, sendo desnecessário dizer que a durabilidade do direcional, apesar de um pouco melhorada, ainda deixava muito a desejar. E o material usado para a fabricação do controlador ainda era de qualidade duvidosa. Apesar disso, o Sega Saturn teve seus 5 minutos de fama, que realmente foram muito curtos.
   A  alegria da Sega estava por terminar, já que, três meses depois, a Sony faz seu marco na história dos vídeo games, e lança o Playstation, o mais novo 32 Bits, que em pouco tempo dominou o mercado dos jogos de uma forma surpreendente, o índice de vendas subia mais rápido do que um copo de absinto puro e quente !

 Joystick do Playstatoin


   O Joystick ? Simplesmente revolucionário, possuindo dois apoios, o jogador podia empunhar com muito conforto e precisão o controlador. O direcional com seu modelo inconfundível, quatro botões de ação e quatro auxiliares davam uma grande liberdade ao jogador. Porém, a Sony conseguiu alcançar a real perfeição quando lançou o controle Dual Shock, que, além de possuir dois controladores analógicos, que também serviam como botões (R3 e L3), o Joystick tinha a função vibratória ! Mais do que óbvio, o Dual Shock virou uma febre mundial, e todos queria jogar com “aquele controle que tremia”. Essa foi uma das melhores jogadas da Sony, que desde cedo já mostrava sua supremacia, e mostrava que estava no mercado para ficar.

 O famoso Dual Shock

   A Nintendo não se apressou, e somente um ano depois (1996), lançou seu suposto 64 Bits, o Nintendo 64. Talvez um dos grandes erros da Nintendo foi continuar insistindo nos cartuchos ao invés de aderir o CD, assim como seus concorrentes. Porém o console chegou a permear várias “Locadoras” pelo Brasil, mas nunca conseguindo, nem de longe, superar o sucesso do Playstation.

Joystick do Nintendo 64

   Uma palavra descreve o Joystick do Nintendo 64: Confuso
Possuindo três apoios, mais do que desnecessários, o famoso direcional em cruz, dois botões de ação, quatro botões amarelos, chamados de “Botões C” (que basicamente não serviam para nada), além de um controlador analógico no meio do Joystick ,um gatilho conhecido como Z, que fica na parte de trás do controlador e os já conhecidos L e R. Como era de se esperar, o excesso de botões era nítido, e o formato do controlador, apesar de ter sua funcionalidade, muitas vezes tornava-o desconfortável. Mesmo sendo disponibilizado em uma porção de cores diferentes, o controlador não vingou.
   O tempo passava, e os gamers estavam ansiosos pela próxima geração de consoles 128 Bits, e é em 1999 que a Sega surge com o Dreamcast, console no qual a foi realizado um grande investimento, porém sem muito sucesso.

Joystick do Dreamcast

   O Joystick do Dreamcast era algo totalmente novo e diferente de tudo que havia sido lançado até então. Sendo munidos de um direcional em forma de cruz e um analógico, quatro botões de ação, além do L e o R. Possuia também um “input” para cartões de memória (sim, no próprio controlador, e não no console) e outros periféricos que a Sega lançaria com o passar do tempo. O grande problema do controlador era seu peso e sua anatomia. O apoio era ruim e desconfortável, e o Joystick cansava rapidamente. Tanto que não demorou muito (cerca de um ano) para o Dreamcast parar de ser fabricado (a meu ver, infelizmente, já que eu gostava muito de alguns jogos do console).
   Um ano depois (2000), chega ao mercado um dos consoles mais esperados da todos os tempos, o Playstation 2, com a excelência em gráficos, e muita diversão. A Sony, notando a boa reciprocidade do Dual Shock, decidiu mantê-lo também no Playstation 2, a única mudança era que agora os controladores eram da cor preta, assim como o console..


Joystick do Playstation 2


   Mais uma vez a Nintendo aguarda, e em 2001 lança o Gamecube, o 128 Bits da empresa. Hoje fica claro que o console não alcançou o sucesso esperado, porém seu controlador obteve uma pequena melhora.

Joystick do Gamecube


   Mesmo apesar de ser superior ao seu sucessor, o controle ainda era enfeitado de mais, e funcional de menos. O formato de seus botões era bonito, porém na prática eram ineficazes. Lembrando, meio que de longe, o Dual Shock do Playstation, e passando mais longe ainda na funcionalidade, o console também teve uma vida curta.
   E em 2001, o titio Gates resolve entrar no páreo, e a Microsoft lança o Xbox, console também de 128 bits, para concorrer com o Playstation 2 e o Gamecube.

Joystick do Xbox

   O console conseguiu se estabelecer entre os grandes, porém, devido à inexperiência da Microsoft no mundo Gamer, o Joystick não agradou. Era muito grande e possuía botões em um péssimo formato, sendo bastante desconfortável e desaprovado pela maioria dos gamers.
   Mas a Microsoft aprendeu com o erro, e sem esperar seus concorrentes, lançou em 2006 o Xbox 360.

Joystick do Xbox 360

   O mais novo console da nova geração foi um sucesso, e o Joystick não ficou para trás, com um formato anatomicamente excelente, o controlador do Xbox 360 nada deixa a desejar, sendo preciso, confortável, bonito e bem desenvolvido. Pelo andar da carruagem, Bill Gates entrou no mercado dos games para ficar, e promete ser um páreo duro para a Sony.
   Não muito tempo depois, ainda em 2006, é lançado o magnânimo Playstation 3 no Japão e nos EUA (na Europa apenas em 2007). Com certeza mais um console incrível e revolucionário. Durante o processo de desenvolvimento do PS3, a Sony cogitou a possibilidade de mudar o Joystick, substituindo por um que é parecido com um bumerangue.

Esse foi o modelo que a Sony cogitou

   Felizmente a Sony repensou o caso, e tomou a “mais do que certa” decisão de manter o Dual Shock, dessa vez chamado de Dual Shock 3. (bastante criativo não ?)

Joystick do Playstation 3


   Praticamente idêntico ao seu antecessor, apenas adicionando o botão “PS” para acessar a XMB (uma espécie de menu do console), e também contando com a tecnologia Wireless, ou seja, o controlador não possui nenhum tipo de cabo ou fio, podendo funcionar a uma distância de até 20 metros, e com a bateria que suporta cerca de 25 horas de jogo, o Dual Shock 3 com certeza atinge a perfeição dos Joysticks e, mesmo praticamente idêntico aos seus antecessores, conquista o gosto do público.
   Ainda no mesmo ano, a Nintendo também coloca no mercado seu console de 256 Bits, o Nintendo Wii.

Joystick do Nintendo Wii

   Assim como é de costume da Nintendo, ela tentou algo totalmente inovador e interativo, apelidado de Wiimote, o Joystick do Nintendo Wii mais parece um Nunchaku, e possui um sensor de movimentos, fazendo da experiência ainda mais divertida. Eu infelizmente ainda não tive o prazer de poder jogar o console, por isso não posso dar meu veredicto. Mas até hoje não me lembro nem de ler, nem de ouvir nenhum tipo de reclamação a respeito do Wiimote, acredito que ele tenha cumprido as expectativa.
   É claro que a evolução não para por aí. Já contamos com controladores alternativos para PS3 e Xbox 360, como o PS Move e o Kinect, respectivamente, que funcionam a base de um sensor de movimentos. E com certeza ainda veremos muitos modelos exóticos e revolucionários com o passar dos anos. Já foi anunciado o Wii U (sucessor do Nintendo Wii), e daqui alguns anos também contaremos com o Xbox 720 e o Playstation 4. Só nos resta esperar e torcer para que as empresas tomem as decisões certas na hora de desenvolver o Joystick, e nos impressione novamente.

 PS Nav e PS Move

Não é bem um Joystick, é um sensor de movimentos que dispensa o Joystick

 Suposto Joystick do Wii U

   Agora eu gostaria de saber dos leitores: E vocês, conhecem outro modelo exótico de Joystick que eu não tenha me lembrado de citar nesse artigo ?


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